PREOCUPAÇÃO COM GEOPOLÍTICA MUNDIAL PODE SER OPORTUNIDADE PARA MINERAÇÃO NO BRASIL, DIZ ESTUDO

Por Jorge Barbosa

São Paulo 05/06/2023 – A maior preocupação com as tensões geopolíticas tem mobilizado gestores da indústria de metal e mineração a procurar soluções para as suas cadeias de suprimentos em países com postura “diplomática amigável”. A nova tendência é chamada de “friendshoring” e o Brasil está entre um dos principais destinos para esse movimento.

Afonso Sartorio, líder de Energia e Recursos Naturais da EY, uma das maiores consultorias e auditorias do mundo, citou como exemplo de oportunidade para o setor de mineração local uma aproximação do Brasil com os Estados Unidos, por conta da influência de tensões geopolíticas.

“Temos a tensão dos EUA contra a China, que incentiva o país americano a realizar o friendshoring, ou seja, procurar opções de investimento mais próximos de casa”, disse, acrescentando que isso pode ser traduzido em uma oportunidade de desenvolvimento ou valor agregado aos minerais, servindo de insumos para manufaturados que poderiam ser fabricados no Brasil e fornecidos para os EUA. “O Brasil é mais próximo e, em princípio, tem menos risco de ruído geopolítico quando comparado com a China”, afirmou Sartorio.

Com destaque em 2023, a geopolítica passou a ser o segundo principal assunto no radar dos executivos das maiores mineradoras e siderúrgicas com atuação no País.

Em primeiro lugar, o ESG (sustentabilidade ambiental, social e de governança, na sigla em inglês) permanece enquanto principal tema do segmento, revela estudo “Riscos e Oportunidades de Negócios em Mineração e Metais no Brasil” promovido pela EY, em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Outro ponto destacado na pesquisa diz respeito ao ESG, que se manteve na liderança do ranking de riscos e oportunidades do setor. No Brasil, a maior prioridade dentro da agenda está na melhoria do relacionamento das empresas com as comunidades locais, movimento impulsionado após as tragédias registradas em Mariana e Brumadinho.

Sartorio disse que as empresas eram focadas em resultados de curto prazo e tinham características próximas de uma relação assistencialista com as comunidades no passado. Agora, o especialista identifica uma nova postura de maior preocupação das companhias em estruturar planos de médio e longo prazos, com foco na interdependência entre empresa e comunidade.

“As grandes empresas têm em suas agendas planos mais estruturados para permitir que a comunidade local se diversifique, com foco em estimular o consumo na região… As empresas estão olhando para o fechamento de suas operações. Por exemplo, quando a extração de uma mina não for mais rentável, a mineradora vai encerrar as operações, mas a comunidade não vai mais depender daquela operação que deixará de existir”, afirmou.

O estudo também aponta que a preocupação com as mudanças climáticas permanece como uma das principais discussões do setor, ocupando a terceira colocação neste ano. Fechando o top 10 do ranking estão: licença para operar, custos e produtividade, interrupções na cadeia de suprimentos, força de trabalho, capital, digital e inovação e novos modelos de negócios.

“Em um cenário de concorrência global por investimentos, o Brasil chama a atenção pelo potencial econômico de seus recursos minerais de alta qualidade, sítios geológicos inexplorados, além de uma matriz elétrica de baixo carbono quando comparada a outros países”, afirma Raul Jungmann, diretor-presidente do IBRAM.

Contato: jorge.barbosa@estadao.com

FONTE: Agência Estado-Broadcast+

 

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